Impostos – nem tudo o que reluz é ouro!
"Fulano e tal são dois amigos, membros de um grupo que todos as sextas-feiras se juntam para jantar fora e beber uns copos. Para que estas festas sejam acessíveis ao bolso de todos, decidem organizar-se e pedir a todos os membros integrantes que contribuam com o 1% do seu salário. O Fulano manuseia muita “pasta” e embolsa 3000 Euros ao mês. O seu companheiro tem um trabalho mais modesto e o seu salário é de apenas 1000 Euros ao mês. De esta forma o primeira abona ao grupo gastronómico um total de 30 Euros por noite e o segundo apenas 10. Sempre sobrava “pasta” e não tinham que adicionar mais dinheiro por muito mais que se esticasse a noite e as cubas-livres! Incluso sobrava dinheiro para os taxis de volta a casa.
Um dia, um novo presidente tomou o cargo das contas e prometeu baixar as cotas. Um 50% menos para todos, disse, e todos o aplaudiram sem reflexionar. Fulano estava encantado porque as jantaradas agora só lhe custariam 15 Euros. O companheiro pouparia menos mas só pagaria 5 Euros e isso também lhe agradou.
Claro... o saco agora ressentia-se e, já nem chegava para o segundo copo ou para os taxis. Assim que, noite trás noite cada membro do grupo tinha que desembolsar mais 15 euros para o fundo comum. Ao Fulano, no fundo dava igual, pois seguia gastando-se os 30 Euros iniciais. Mas o seu companheiro teve que deixar de assistir aos jantares porque não podia suportar os gasto de 20 Euros por noite que lhe correspondiam."
Moral da história... quando lhe falem de impostos, pergunte-se a si mesmo se ganha 3000 ou 1000 Euros ao mês e, faça contas por encima do que paga ao fisco pelos impostos indirectos e nada solidários como o do combustível ou o das portagens.Senão, poderá ver o seu país tornar-se quase como que um “club privado”... só acessível ao bolso de alguns!


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